Que
fazes por aqui, ó gato?
Que
ambiguidade vens explorar?
Senhor
de ti, avanças, cauto,
meio
agastado e sempre a disfarçar
o
que afinal não tens e eu te empresto,
ó
gato, pesadelo lento e lesto,
fofo
no pelo, frio no olhar!
De
que obscura força és a morada?
Qual
o crime de que foste testemunha?
Que
deus te deu a repentina unha
que
rubrica esta mão, aquela cara?
Gato,
cúmplice de um medo
ainda
sem palavras, sem enredos,
quem
somos nós, teus donos ou teus servos?Alexandre O'Neill
Nós é que somos os humanos de estimação da Guay.
ResponderEliminarO Neil Gaiman diz e bem: http://thehoosh.tumblr.com/post/783668820/sandman-a-dream-of-a-thousand-cats
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